Anatomia Patológica

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Anatomia Patológica

Mensagem por Admin em Sex Mar 31, 2017 1:15 pm

Duração: 5 anos

Vagas nos últimos anos:
2017: 19
2016: 15
2015: 17
2014: 10

Últimos colocados nos últimos anos:
2017: 43% (CH Algarve)
2016: 49% (Funchal)
2015: 38% (CH Montijo)
2014: 40% (Hospital São João)

Plano de formação:

Os conteúdos gerais do programa dividem-se em conhecimentos básicos e aptidões em Histopatologia clínica incluindo patologia cirúrgica,autópsia e citopatologia.

Estrutura dos estágios:

Este período de formação organiza -se em dois estágios de dois anos (ciclo 1 e ciclo 2) e um anual (ciclo 3), podendo, contudo, existir estágios intercalares de formação, de duração variável entre um e seis meses. Os conhecimentos básicos para a prática da Anatomia Patológica deverão ser adquiridos durante os quatro primeiros anos. O último ano de internato será um período de transição, com autonomia quase total, de modo a preparar o exercício autónomo da especialidade. Durante este último ano, os internos não estarão sujeitos a tutela de todas as suas atividades, mas a um processo de vigilância mais aberto.

Vertentes básicas (primeiros 4 anos):
-Histopatologia;
-Citopatologia;
-Autópsia clínica.

Estágios intercalares:
-Patologia fetoplacentar (2 meses);
-Hematopatologia (2 meses);
-Dermatopatologia (2 meses);
-Patologia cirúrgica oncológica (2-6 meses);
-Biologia molecular (2 meses).

O interno poderá ainda efetuar estágios opcionais (1-6 meses), de acordo com as preferências que entretanto tenha desenvolvido. Estes estágios serão integrados no ciclo 2 da formação, tendencialmente durante o 4.º ano. São exemplos possíveis de áreas onde podem ser desenvolvidos:
a) Estágio de investigação para o desenvolvimento de
um projeto;
b) Nefropatologia;
c) Neuropatologia.

Objetivos dos ciclos de formação:
Ciclo 1 (1º e 2º anos):

No fim dos dois primeiros anos, o interno deverá ter obtido os seguintes conhecimentos, competências e atitudes:

Spoiler:
Conhecimentos básicos e aptidões genéricas:
a) Ter conhecimento clínico geral;
b) Ter conhecimento suficiente da Anatomia, Histologia, Fisiologia e Fisiopatologia
c) Ter conhecimento suficiente das técnicas moleculares aplicadas à Medicina Clínica;
d) Desenvolver a capacidade para resolver problemas clínicos complexos aplicando o conhecimento dos princípios básicos;
e) Saber relacionar-se interpares e com outros grupos profissionais;
f) Integrar-se nas atividades que visam a organização estrutural e funcionamento do serviço;
g) Compreender a importância da integração dos dados clínico-patológicos para o diagnóstico correto;
h) Compreender a capacidade acrescida de combinar dados da morfologia com dados da análise fenotípica e molecular na elaboração do diagnóstico;
i) Conhecer as suas próprias limitações e saber quando, como e a quem pedir segunda opinião;
j) Conhecer as limitações dos métodos de diagnóstico morfológico.

Macroscopia:
a) Compreender a importância do rigor e da atenção ao detalhe durante a descrição da amostra e seleção dos fragmentos;
b) Compreender a importância de garantir que a requisição e a identificação da amostra estão corretas e a necessidade de identificar e resolver qualquer discordância;
c) Entender os princípios da dissecção de amostras, descrição, macroscópica e seleção de áreas para estudo histológico;
d) Ter destreza manual suficiente para executar uma dissecção segura e precisa;
e) Saber documentar as lesões utilizando técnicas de macrofotografia.

Processamento laboratorial:
a) Compreender os princípios do processamento laboratorial em histopatologia e citopatologia;
b) Participar no processamento laboratorial de amostras;
c) Saber respeitar o trabalho dos técnicos de anatomia patológica.

Microscopia e diagnóstico:
a) Compreender os princípios da microscopia;
b) Conhecer os tecidos normais e os padrões e processos comuns à patologia;
c) Conhecer os princípios dos sistemas de codificação;
d) Ser capaz de utilizar o microscópio óptico correta e eficazmente;
e) Ser capaz de reconhecer os aspetos microscópicos da estrutura dos tecidos, normais e patológicos, de acordo com o seu nível de experiência;
f) Saber documentar as lesões utilizando técnicas de microfotografia;
g) Compreender a necessidade de atenção ao detalhe durante a elaboração do relatório e a necessidade de correlação com a situação clínica;
h) Demonstrar conhecimento da importância da histopatologia para os clínicos e doentes (por exemplo, relatórios corretos e atempados);
i) Entender a importância da codificação das doenças;
j) Saber utilizar sistemas internacionais de codificação dos diagnósticos, nomeadamente os sistemas Systematized Nomenclature of Medicine (SNOMED) e Classificação Internacional de Doenças (ICD).

Técnicas especiais:
a) Compreender os princípios dos métodos histoquímicos e imuno -histoquímicos;
b) Compreender os princípios das técnicas de patologia molecular;
c) Compreender os princípios da microscopia eletrónica;
d) Saber quando usar técnicas especiais;
e) Saber efetuar colheitas de produtos para técnicas especiais, nomeadamente congelação e ultraestrutura;
f) Ser capaz de reconhecer os aspetos histológicos das técnicas de histoquímica e imuno -histoquímica e de técnicas
de patologia molecular em tecidos normais e com doença;
g) Compreender aspetos da relação custo -benefício na decisão do uso de técnicas complementares.

Exame intraoperatório:
a) Conhecer as indicações e limitações do exame intraoperatório;
b) Ter a noção da oportunidade (timeliness) do exame intraoperatório e dos exames diferidos e respetivas clínicas.

Citopatologia ginecológica:
a) Conhecer os objetivos, a metodologia e a organização dos programas de rastreio ginecológico;
b) Conhecer as técnicas de colheita e de fixação, incluindo as técnicas de citopatologia em meio líquido;
c) Entender a nomenclatura Bethesda 2001;
d) Saber rastrear um esfregaço;
e) Identificar e marcar as células para discussão;
f) Ter a capacidade identificar uma amostra inadequada;
g) Saber reconhecer infeções;
h) Saber reconhecer alterações de significado indeterminado (ASC);
i) Saber reconhecer anomalias de células epiteliais;
j) Saber integrar a informação dos citotécnicos;
k) Compreender o papel do rastreio enquadrá-lo numa abordagem multidisciplinar, centrada na mulher;
l) Compreender os riscos do sub e do sobrediagnóstico;
m) Entender o impacto do exame citológico para a saúde.

Autópsia clínica:
a) Ter conhecimentos de Anatomia e dos aspetos  dos grandes grupos de doenças e conhecer as técnicas comuns de dissecção de tecidos, relevantes para a autópsia;
b) Ter conhecimento e capacidade para executar autópsias no contexto das situações clínicas hospitalares mais comuns;
c) Conhecer os aspetos histológicos do tecido de autópsia nas várias condições letais;
d) Ser responsável pela identificação do cadáver;
e) Ter destreza manual suficiente a para participar com segurança na autópsia e ser capaz de demonstrar as alterações principais;
f) Ser capaz de executar a evisceração;
g) Ser capaz de dissecar os órgãos internos e as alterações correta e sucintamente;
h) Ser capaz de selecionar os tecidos para estudo histológico;
i) Ser capaz de identificar situações que necessitem  estudos bioquímicos, microbiológicos ou toxicológicos;
j) Ser capaz de obter e interpretar a informação clínica antes da autópsia;
k) Saber interpretar os achados à luz da informação clínica disponível;
l) Saber apresentar os resultados clínicos imediatamente ou numa reunião clínica;
m) Demonstrar compreensão da importância dos achados da autópsia;
n) Conhecer os efeitos dos tratamentos comuns e as complicações dos procedimentos cirúrgicos.

Ciclo 2 (3º e 4º anos)

No final do ciclo 2, de dois anos, o interno deverá ter obtido os seguintes conhecimentos, competências e atitudes:

Spoiler:
Macroscopia:
a) Entender os princípios da dissecção de todos os tipos de peças operatórias incluindo cirurgias radicais por neoplasia;
b) Ter destreza manual suficiente para executar uma dissecção complexa de forma segura e precisa;
c) Conhecer os fundamentos da Classificação dos Tumores Malignos TMN;
d) Compreender o papel da cirurgia complexa no tratamento da doença oncológica.

Microscopia e diagnóstico:

a) Desenvolver um interesse especial em uma ou mais doenças e ou órgão e sistemas;
b) Ser capaz de reconhecer os aspetos microscópicos da estrutura dos tecidos, normais e patológicos, de acordo com o seu nível de experiência;
c) Compreender a importância do estadiamento no do tratamento dos doentes oncológicos;
d) Saber aplicar os princípios da Classificação dos Tumores Malignos TMN.

Técnicas especiais:
Ter capacidade para decidir autonomamente a necessidade
de utilização de técnicas especiais.[/u]

Exame intraoperatório:
a) Conhecer as alterações macroscópicas e decidir da utilidade de cortes de congelação;
b) Selecionar as áreas a estudar histologicamente e conhecer as características dos tecidos congelados;
c) Saber interpretar as alterações de modo a propor um diagnóstico;
d) Saber interpretar os resultados, no contexto da cirurgia proposta, de modo a apoiar a decisão intraoperatória.

Citopatologia não ginecológica:
a) Conhecer os fundamentos básicos da preparação e  técnicas de coloração para as amostras comuns;
b) Conhecer a técnica de citologia aspirativa;
c) Conhecer as alterações citopatológicas das comummente diagnosticadas por citologia;
d) Saber executar a punção aspirativa por agulha fina de órgãos superficiais;
e) Ser capaz de decidir a utilização de técnicas complementares;
f) Ser capaz de fazer diagnósticos nas amostras mais comuns;
g) Conhecer as limitações do método;
h) Ser capaz de integrar a informação clínica, histopatológica ou de outros métodos de diagnóstico;
i) Ter cuidado e atenção ao detalhe;
j) Reconhecer as limitações pessoais e do método;
k) Reconhecer a necessidade de integração multidisciplinar.

Autópsia clínica:
a) Reconhecer a necessidade de utilização de especiais de autópsia em situações clínicas definidas;
b) Ter capacidade para orientar o técnico na execução de técnicas especiais de áreas anatómicas específicas;
c) Integrar os diagnósticos no contexto clínico de modo a elaborar uma proposta de relatório anátomo-patológico.

Outros objetivos:
a) Adquirir conhecimentos numa área que lhe permitam propor e executar um projeto de investigação;
b) Saber recorrer a técnicas morfológicas e das ciências biológicas para responder a perguntas;
c) Saber executar pesquisas bibliográficas;
d) Elaborar um projeto de investigação baseado em hipótese;
e) Saber como obter financiamento externo;
f) Saber executar ou supervisionar a execução do projeto;
g) Saber pedir a colaboração de outras ciências;
h) Ser capaz de interpretar de forma crítica os resultados obtidos;
i) Ser capaz de relatar resultados sob a forma de comunicação e de publicação por extenso, em revistas com revisão interpares (peer review).

Ciclo 3 (5º ano)
Durante o último ano, o interno deverá demonstrar os conhecimentos, competências e atitudes atribuíveis a um assistente mantendo o exercício das suas funções de forma autónoma mas supervisionada.

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